18.4.07

18 de abril

Hoje é um dia especial. Muito especial por sinal. Mas o mais interessante é que o motivo de hoje ser um dia especial não é diferente do motivo de todos os outros dias serem dias especiais. Ou seja, hoje é um dia especial como todos os outros dias do ano.

Por que?

Especialmente pra mim, porque é meu aniversário, o dia "deveria" ser mais importante? Não?

Bom, de fato o sol está na casa exata de quando eu nasci, existem influências místicas e misteriosas que caem sob minha cabeça... hoje é o primeiro dia do meu ano e isso realmente faz uma diferença moral. A questão é que amanhã vai ser o segundo e outras influências mísiticas vão acontecer... e por ai vai... Criar uma importância exagerada sob um dia cria, quase que necessariamente, uma "desimportância" aos outros dias. É como tomar "bala" (ah?!). Hoje esgoto minha serotonina, fico extremamente feliz e amanhã parece tudo meio "preto e branco".

Mas sim, existe algo diferente, que não depende de mim... acho que a grande importância do dia de hj é que consigo sem muita força, fazer meus amigos e família parecerem bem humorados, dispostos a sair e comemorar e dar presentes como tivessem doando parte de si mesmo... se unindo a outro.

Quem sabe um dia, eu consigo fazer todos fazerem isso todos os dias, como se a cada segundo tivessemos motivos suficiente para comemorar, doar, sorrir e desejar felicidade, feliz natal, feliz ano novo, boa páscoa e boa sorte para todas as pessoas.

=:)

thanks.

obs: esse post ficou muito auto-ajuda! ahahahahahaha....

13.4.07

CNTP

Muita emoção ontem ao som do Gun's and Roses. Definitivamente, Velvet é o Guns. Ontem, no show do Aerosmith, o espírito do Axl falou mais forte no coração de todos os fans (ahahah, que exagero). Mas é verdade. O show do Aerosmith, respeitosamente clássico, mas com som super baixo e pegada muito poser para um punk que nem eu (ah?!?).

Bom, queria deixar uma coisa clara. Outro dia minha grande amiga Valéria (vulgo Baiana, em homegagem a sua origem, ehehe) falou que eu era mandão. Ah... sei lá... mas o cara mandão ainda resolve fazer um blog para desvendar os mistérios da vida... pô, ou esse cara é a 2a encarnação de Jesus ou é um louco megalomaníaco mandão que acha que sabe tudo (claro que a segunda opção é a mais provável, eheheheh).

Mas fiquei com vontade de me explicar um pouco... paramos no homem saindo do paraíso e agora vou falar um pouco sobre a VERDADE (?!). Antes que todo mundo ache que eu sou normal.

A verdade é algo que é construído sob 2 grandes coeficientes:

1) Indivíduo: a verdade é individual e varia com cada "single" pessoinha.

2) Contexto/Escala: a verdade varia de contexto para contexto, ou, podemos tmb dizer, de escala.

Cada pessoa constrói a base de suas "realidades" com aquilo que julga ser verdadeiro e essas verdades mudam radicalmente quando se muda o ponto de vista. Essa é uma das saídas da ciência, que parece que esqueceu o coeficiente individual das verdades e tenta explicar o mundo apenas nas verdades que são "externas" ao homem, ou seja, só é real aquilo que acontece sempre em todos os casos para todos os olhos humanos. Claro que isso é um limitador para a compreensão das coisas, mas acaba sendo confortável para nossa forma de pensar.

Ainda assim, a ciência não consegue se livrar do segundo aspecto. Claramente as leis da física que se aplicam em uma realidade atômica não se aplica em uma realidade macro, reações químicas que acontecem em certas condições, não acontecem em outras... então, o MEIO controlado acaba sendo essencial para as verdades científicas. Ela conforta, mas definitivamente não satisfaz... pq falta algo.

Então... voltando... é importante perceber em que contexto estamos falando. Se a gente for pirar aqui, podemos dizer que no fundo tudo é espaço vazio, que a realidade não é factual e sim um conjunto enorme de possibilidades, que as coisas somem em dimensões e voltam, que não existe tempo e nem espaço... sim... realmente podemos e faz sentido, mas isso tmb não satisfaz, né? Senão o mundo seria budista eu ia agora pra minha casa em Itaipava e ficava na rede pro resto da vida.

E por que não satisfaz? Pq realmente não fazemo isso? Pq não percebemos a unidade. Então não adianta dizer que no fundo somos nada... vamos encarar o nada como a ausência de todas as coisas, como um "oposto" (é a única forma de perceber algo, lembra?) e na verdade "esse nada" em questão, é literalmente nada e não uma ausência, não um espaço vazio, não um preto eterno... é a não ausência, é a não existência, é o não espaço vazio é, simplesmente um nada que não entra em nossas veias. É um nada que ao invéz de ser a completa "porra nenhuma" é o potencial máximo para "todas as coisas".

Vou exemplificar cretinamente, já que é difícil conceber isso: Imagina uma música linda. Por mais perfeita que ela seja, ela é algo manifestado, ela tem os limites da melodia, da composição e da harmonia. O silêncio, não tem nada sonoro manifestado, mas ele é o potencial para todas as canções, é pura criatividade... no silêncio, qualquer som é bem vindo e sempre, na sua criação, ele pode ser melhor do que o que já está manifestado. O mesmo podemos dizer para uma bela "visão"... o escuro é o potencial para todas as visões. Mais correto seria dizer que a "entrelinha" de cada nota musica é o potencial puro para todas as notas (ah?!).

Ok, e aonde isso entra na nossa questão. É simples, entra na medida que nós, incapazes de perceber a unidade, temos que criar nossas verdades para a vida ter um sentido. Nesse aspecto sim, somos criativos (não é a toa que resolvi ser designer e trabalhar em uma equipe de "criação", ehehehe). E é por isso que existem muitas práticas de meditação que são literalmente se esvaziar... pq o vazio, é o potencial puro, para tudo. E só indo lá pra vislumbrar isto.

Mas se criamos tudo na nossa vida, pq tem tantas pessoas que sofrem? reclamam da vida? Pq as pessoas não criam só coisas boas (viram o filme O Segredo? eheheh)???

Pois é, essas pessoas aprendem a focar nas coisas que promovem sofrimento. Vivem buscando identidade, bens, status... é um lance da nossa educação moral e cultural. Não que seja errado, é apenas justo. A gente vive o q cria, colhe o que planta. Né?

E Deus? Kd ele? Pq não escalarece logo isso pra essas pessoas (para nós)? Por que permite que todo esse sofrimento aconteça?

Bom, na verdade ele não permite e ele esclarece isso o tempo todo. Só que somos incapazes de ouví-lo, pq ele é a UNIDADE. Lembra do Adão no paraíso? Somos incapazes de perceber Deus em sua unidade, então... ele fala com a gente através da vida e nós, tolos, simplesmente escolhemos não olhar sob este ponto de vista.

Não é um olhar apaixonado um sussurro de Deus em seus ouvidos sobre a união? Não é um sorriso de um menino pobre o verbo de Deus te mostrando que tudo o que vc tem não é o que te faz feliz? Não é um animal de estimação, semi-racional, que nos ensina coisas incríveis, Deus te mostrando que há uma inteligência maior? Não é um por do sol lindo um abraço de Deus te contando sobre sua criatividade? Não é o céu enorme, preto e estrelado Deus te mostrando a sua insignificância perto de tudo? Não é o Bush Deus te mostrando como não exercer poder sobre os outros? Não é a seleção brasileira Deus te mostrando como um povo pode ser unido?

Não são essas minha palavras Deus te mostrando que as verdades são individuais e relativas??

Ou seja, temos o tempo todo os recados. Em cada pedra, planta, texto, imagem ou voz representa o sussurro de Deus nos contando os mistérios da vida, sob forma de vida (importante falar a língua do receptor quando vc quer comunicar algo).

E quem não acredita em Deus? Como fica? Bom, quem não acredita em Deus acha que tudo isso são reflexos de um lindo, incompreensível, mágico e absurdamente inteligente "acaso".

9.4.07

Quem somos nós?

Sexta-feira fui convidado por uma amiga, que é "física quântica", a fazer parte de uma comunidade do Orkut que discute sobre o filme "Quem Somos Nós?", o precursor de "O Segredo", que está ai dando o que falar (ehehe).

Ao entrar na comunidade percebi um série de físicos e cientistas extremamente ofendidos com o "sucesso" desses filmes. Um comportamento um tanto exagerado... não vejo historiadores ofendidos com o filme "300" e nem mafiosos italianos ofendidos com "O Poderoso Chefão"... muito pelo contrário, parece que o filme "Cidade de Deus" foi adorado pelos traficante das favelas (ehehe).

O pior é que os físicos, não só descontentes com o filme, passam a odiar de forma árdua o esoterismo e ciram a idéia de contraste mais forte ainda entre ciência e misticismo.

De fato, os filmes são bem ruins e não falam as coisas de forma clara, editam como eles querem e isso pode ser criticado pelos cientistas e pelos místicos.

A grande questão que precisa ficar clara é que ciência não se opõe ao esoterismo. Nem entro no tema de espiritualidade, pq acho que espiritualidade é o nível de clareza que as pessoas tem sobre elas mesmas... não tem a ver com essa disputa.

A Ciência é uma forma metodológica com bases racionais de "entender" o mundo e as pessoas acham que "o que a ciência não prova" vira uma questão de fé e ai que entra o esoterismo. Mas de fato não é isso. A ciência filosoficamente não prova nada (cria situações hipotéticas onde coisas funcionam 100% da mesma forma em todos os casos - ai é fácil) e o esoterismo/misticismo não é nem mais ou menos questão de fé do que a própria ciência e não invalida nada que é científico ou racional e vice-versa.

A ciência, por mais que filosoficamente não admita, é uma forma conveniente de transformar o mundo em "qualidade de vida" para o homem. Em algum momento ela se voltou contra o próprio homem. É infantil achar que só é real aquilo que acontece em "todos os casos", aquilo que conseguimos medir... O mundo não existe para nos dar qualidade de vida e a vida em si, não é metodológica, racional e nem científica. Ai está a questão toda que faz o misticismo fazer sentido. Ser místico/esotérico não é ser irracional, é simplesmente ter uma visão "mais artistica" do universo. É tentar ter uma visão de tudo sob um outro nível de "zoom". É fazer um esforço para olhar o mundo em uma escala mais "macro". E a mesma lógica que sustenta a ciência, sustenta o esoterismo.

De fato existe um monte de esotéricos que não faz a menor idéia do que está fazendo. Chamo de materialismo espiritual. Faço um monte de cursos de reiki e meditação, falo de amor, frequento um centro espírita e ta tudo bem. Sim, esses são a maioria... mas essas são a maioria das pessoas em tudo. Também na ciência... eu fiz 4 anos de faculdade de biologia e desisti no último período pq percebi que eu estava envolvido em uma grande palhaçada - a ciência moderna, ou melhor, os cientistas modernos, que como os materialistas espirituais, são esotéricos científicos, e o pior, extremistas radicias.

Em uma visão mais histórica, a ciência é um bebê perto do misticismo. 5 mil anos antes de Cristo pessoas meditavam, buscavam auto conhecimento e viviam de forma mais íntima com a própria natureza, em vários pontos do planeta. Achar que isso tudo não vale nada é um tanto inocente.

Espero ansiosamente pela cura do câncer, que faz as células cada vez mais individualizadas, egocêntricas e donas da verdade, a ponto de não dividir mais nada com nenhuma outra e criar uma grande ferida racional, radical e desordenada.

4.4.07

Jogo é Jogo e vice-versa, sem pecado e sem juízo.

Hoje a Gringo mudou de escritório. Super confusão. Tá tudo uma zona por aqui...rs.

Esse negócio de ficar "olhando pra dentro" dá um certo medo. Afinal, introduzimos então o "homem" na história. E realmente, nesse momento, tudo começa a ficar muito confuso.

Uma série de coisas me fez pensar nesses assuntos e olhar de forma diferente pra vida. Importante olhar pra dentro mesmo, importante perceber que já estamos aonde devemos estar, que nossas buscas são uma ilusão, que não existe tempo e que Deus está muito além de nossa razão... mas, ainda assim, não deixo de ser humano... por mais que consiga abraçãr uma fração de consciência, não deixo de buscar, jamais. Mesmo que a busca seja a "não busca", não é o medo da sede a própria sede?

Também é ilusão acreditar que estamos equilibrados ou acima de qualquer outra pessoa. Do Zen ao Nizan, todos buscam algo, todos seguem o que parece ser lógico para si, mesmo que essa busca seja pelo vazio, pela meditação, pela expansão da consciência... continuamos aqui, sempre, caminhando para a morte. Cada um do seu jeito.

Então, está ai um conceito importante para entender o homem: A DUALIDADE.

Estamos necessariamente presos a nossa essência. Muitas e muitas discussões sobre o que é realmente a essência do homem. Uns dizem que é da natureza humana acreditar em algo maior, uns dizem que é da natureza humana a luta pela sobrevivência, ou a ganância, ou a agressividade, ou a vida social... uns definem o homem pela comunicação, outros pela capacidade racional (que não me parece tão alta assim ou sequer melhor do que a dos outros animais), outros preferem definir com uma proposta mais espiritual... bom... não importa, nem vale entrar nesse "mar" de opções... o que vale aqui é chegar a única questão, que me parece bem sensata: Tudo o que constrói, glorifica, define e enobrece o HOMEM é o mesmo que destrói, empobrece, arruina e envergonha o mesmo HOMEM.

Por que eu digo isso? Porque a única coisa que me parece verdade é que somos um ser completamente bipolarizados, duais!

Pra cada verdade que atribuiímos ao nosso cérebro, necessariamente existe uma verdade oposta e com o mesmo "valor" de sensatez... afinal, é assim que percebemos o mundo (Segunda lei de Newton: ação e reação).

Vou além, só conseguimos PERCEBER alguma coisa, se construímos a idéia de seu oposto. E mesmo que isso não seja manifestado, está vivo e construído dentro de nossa mais íntima essência. Dessa afirmativa eu digo duas coisas:

1) Ta vendo como não é fácil perceber Deus e como ele não corre em nossa realidade humana? Deus não tem oposto. E isso não é novidade (guardem isso)

2) Tenha muito cuidado quando ficar extremamtente FELIZ. Pois necessariamente a TRISTEZA extrema está sendo plantada em vc, em algum lugar, mesmo que vc não perceba e não admita. De uma forma grosseira, dá pra exemplificar um pouco isso. Imagina que quanto maior for a alegria de um homem ao comprar um carro, maior vai ser sua tristeza ao roubarem ou ao bater o carro... dizem que a maior dor de uma mãe é perder um filho, mas dizem que a maior felicidade de uma mãe é ter um filho. E por ai vai... podemos fazer esse exercício com tudo.

O Homem é um ser que funciona baseado em REAÇÃO. Isso não é nenhuma novidade. Mesmo. A Bíblia conta isso logo de cara... acho que todo mundo conhece a história... mas vou re-contá-la.

Lá no início, tinha um cara chamado Adão. Ele vivia no Paraíso. Era isso. Ponto.

Bom, parece tudo perfeito né? Bom, não. O problema ai é que estamos contando a história do homem e Adão, pra sorte ou azar, nesse conto, era humano. Como humano, viver no Paraíso não singificava nada. Afinal, tudo era perfeito... inclusive ele, Adão.

A história bíblica de Adão e Eva leva em consideração que a coisa mais importante pro homem é perceber Deus. Isso eu não vou questionar aqui... vou apenas continuar contando sob essse ponto de vista.

Adão, na perfeição, não conseguia perceber Deus. Claro, nada reagia... tudo ela equilibrado... que graça tinha? Na verdade, Adão não conseguia perceber Deus, porque ele era humano (?!). Em sua volta, tudo era Deus, mas olhando pra Deus, nós não conseguimos ver nada né? Pior, Adão não conseguia ver Deus e nem conseguia se ver, afinal, ele tmb era perfeito.

OBS: essa história tem um lance esquizofrênico. Deus era homem e era perfeito no paraíso. Isso tecnicamente não faz sentido. Mas vale essa abstração pra metaforizar o lance.

Então, resumindo, não fazia sentido ser perfeito e viver no paraíso ao lado de Deus com um corpo humano que não percebe a perfeição, o todo.

O que o homem fez... simples, se duplicou. Criou o segundo Adão, a partir dele mesmo. Para as mulheres não ficarem tristes e serem mais oprimidas do que já foram no mundo, resolveram chamar esse Adão de Eva e dar um corpo feminino pra ela. Na verdade, não é só por isso, a mulher representa o oposto do homem. Então, Adão se dividiu, agora com um oposto, ele consegue SE VER. Repare que o importante ai é a busca por auto conhecimento. Tudo que Adão fez foi para ele conseguir ver ele mesmo... só isso.

Agora com a Eva na parada, Adão conseguia ter uma reação para suas ações e enfim, enxergar alguma merda.

O que todo mundo entende como pecado, como a Eva coitada que comeu a maça da cobra e fudeu tudo... não é bem assim. Nada acontece sem o aval de Deus e isso aconteceu como um "presente"... foi a chance do homem de conhecer Deus... de se perceber, isso não é mágico?

A cobra representa a RAZÃO! Que foi o grande personagem e é, até hoje, na história do homem. Agora com a Eva, Adão descobriu a razão... que começou a explicar pra ele tudo no paraíso. Tudo passou a fazer sentido... mas, como toda boa razão, nunca chega a conclusão pra nada. A árvore, era a árvore do BEM e do MAL... tinha um nome mais simbólico impossível para representar o que define o homem: a DUALIDADE.

Agora sim, temos o homem humano no paraíso. Mas o paraíso não parece mais o paraíso. Parece um lugar cheio de coisas BOAS e RUINS. Mas pelo menos agora existem as boas... e isso encanta o homem.

Disso tudo chegamos a uma conclusão louca: Pecar é ser humano. O Pecado define o homem. O pecado foi mal visto e é mal visto pq a droga da religião católica em um surto louco na história do mundo resolveu usar suas nobres bases filosóficas para dominar e ganhar dinheiro.

Agora estamos em pé, no paraíso, na frente de uma estrada e todo o mundo adiante. Nem sei por onde continuar. Agora entramos na confusão que é o HOMEM e o que vem por ai...

... só Deus sabe.... rs.

3.4.07

Eu sou você amanhã.

Bom dia.

No post anterior eu falei sobre o filme 300 e levantei uma visão pessoal de que o filme mostra, sem muitos detalhes, um questionamento sobre a relação Homem e Deus. Humm... resolvi falar um pouco mais sobre isso. Acho que esse tema se rotula sem dificuldade como mais um "segredo". Perceber o motivo porque morremos e perceber o que é Deus são, sem dúvida, grandes passos para uma vida um pouco mais tranquila. O primeiro motivo (o da morte), é mais fácil de perceber, ele acontece ai o tempo em todos os lugares. O papo sobre DEUS já é um pouco mais delicado, pq definitivamente, a percepção por completo da essência divina não é algo que corre em nossas veias.

Então, o que é, ou quem é Deus?

Pra maioria das pessoas, Deus é a representação do "BEM". Além disso, é uma força moderadora, criadora e administrativa que não só decide, mas zela e acompanha a vida de cada uma das coisinhas que existe por aqui. Ele é encarado como um pai, que está sempre ao lado de seu filho e pronto para educar... educar tão seriamente que você pode ser castigado se não andar muito na linha. Ok, essa não é a visão de Deus de todas as pessoas e nem de todas as culturas... ué, não? Então talvez isso não seja efetivamente Deus. Mas, de alguma maneira, essa postura de obedecer e temer um castigo é bem comum em muitas culturas que acreditam em Deus ou Deuses.

E quem não acredita? Não é castigado por ele? Não é amado por ele? Acho que não. Quem não acredita em Deus não é um caso que devemos nos preocupar. É definitivamente muito mais simples do que quem acredita. Quem não acredita simplesmente prefere pegar o caminho mais fácil. Que é não querer enxergar. Muitos são impactados pela opressão religiosa e resolvem criar um tipo de revolta interna sendo "cético" ou ateu... mas não percebem que a revolta é contra os homens e não contra Deus em si. Não acreditar em Deus é não acreditar em você mesmo. Então, lá no fundo, todos acreditam, e os ateus, tmb acreditam no pai... mas, num pai um pouco ausente, nos últimos anos.

Mas essas pessoas não vão assumir isso... claro. A questão é que somos pressionados a crer em um Deus que não tem bom senso. Amor e medo não se misturam. Como Deus pode me amar se ele me castiga? Como Deus pode me amar se ele me cobra amá-lo sobre todas as coisas? Como Deus pode me amar se ele dita regras para a minha vida? Como ele pode me amar se ele simplesmente decide o meu destino? É como uma criança ama suas bonecas?

Definitivamente esse Deus é a imagem e semelhança do homem, mas não porque ele criou o homem a sua imagem e semelhança, mas porque, nós, homens, o criamos a nossa imagem e semelhança.

Deus é o verbo do homem.

Isso é o mais interessante. Passamos o tempo tempo questionando uma criação nossa. Uma criação nem muito inteligente, porque é ilógica na essência de sua criação. Acreditamos em um homem forte, bonito, inteligênte, onipresente, que sabe de tudo, que sempre esteve e está em todos os lugares. Acreditamos em um ser humano com todos os atributos humanos levados ao máximo.

Tá bom... mas não é todo mundo que pensa assim. Muitas pessoas acreditam que Deus é uma força, maior que toda as coisas, que rege tudo que existe, uma força grande e justa. Mas ainda assim, isso é um pedaço. Justiça é um conceito humano. "Maior" é o conceito humano.

Será que nunca nos perguntaremos a seguinte questão: "Será que consigo entender Deus?" Será que todos esses questionamentos e ceticismos não vem de uma incapacidade humana de percebê-lo?

Ai eu respondo: NÃO! Acho até que a gente não consegue "entender" Deus, mas perceber sim.

A questão é que Deus é o verbo do Homem e o HOMEM é o verbo de Deus. Não conseguimos perceber Deus porque estamos o tempo todo olhando para algo que é humano e não divino: Deus. Se a gente parar e olhar para dentro, para vc mesmo, para o Homem, ai sim, estaremos olhando para algo divino... Entraremos em uma via de percepção e compreensão muito mais fiel do realmente "ele" é.

Mas o homem é o verbo de Deus, mas o cachorro tmb né? Os gatos tmb? As montanhas, a lua e sol, não é?

SIM. é. Assim tmb como a noite, a morte, as feridas, a fome, a maldade e etc.

Então por que olhar pra dentro e não olhar pra fora?

Acredito que é porque é mais fácil entender a unidade olhando pra dentro da gente mesmo. É mais fácil perceber o amor que vc tem por você mesmo, do que perceber o amor que vc tem pela morte ou pela maldade. E uma vez, percebido o AMOR, não haverá mais o "externo"... por que o amor é uma força conceitual de união, que não entende tempo, espaço e muito menos regras dos homens. (isso me faz querer falar sobre o EGO, mas não vou entrar nesse assunto agora porque ai realmente começa a ficar profundo e complicado... vou deixar um pouco mais pra frente).

Hoje eu entendo porque o Croma me falava todo dia: "Branquelo, já olhou pra dentro hoje?"

E você? já olhou pra dentro hoje?

Está ai o segredo 2: Deus é o verbo do homem e o Homem é o verbo de deus.

Ok. Falei, falei, falei e não disse muita coisa. Claro. Quer mole faz medicina!

Não sou eu que vou literalmente explicar o que é Deus pra você. Se eu fizer isso eu vou cometer 2 erros. Primeiro vou fazer o Deepak Chopra falir e parar de vender seus livros e depois, vou me meter algo que é pessoal seu. Começa a olhar pra dentro que você vai descobrir o que é e quem é Deus... é só pra isso que vale esse post. =:)

Tenta olhar um pouco, e não se assuste quando se deparar com a maldade e morte... não é só no Jornal Nacional que ela mora não! (e essa é a graça).

2.4.07

O "carro chefe" do final de semana foi o aniversário da minha mãe e o filme 300. O aniversário foi um jantar no sábado, depois deu quebrar 3 terminais no aeroporto de congonhas e espancar umas 5 funcionárias. Tem certas coisas que a "mídia" não divulga...rs.

Como não quero falar de violência, vou falar do filme 300 (ah?!).

Se eu fosse escrever para a Revista da TV ou como crítico de algum jornal, o que é totalmente viável, já que possuo todos os requisitos - não saber escrever e não entender nada de cinema - eu colocaria o bonequinho aplaudindo sentado (talvez em pé) e escreveria: "filme muito bom!"

No jornal eu não escreveria mais nada... as pessoas talvez lessem, aqui no blog fico mais a vontade.

Então, eu gostei bastante do filme. O fato do filme ser americanizento e todas aquelas coisas que a gente aprende a críticar com 15 anos de idade não me impacta mais. Afinal, o filme é de hollywood (califórnia), a maioria da produção é americana, baseado em um quadrinhos americano e por ai vai. É justo. Vou falar um pouco das coisas que me chamaram atenção, claro que o fato do filme ser um substrato para mostrar espirradas de sangue absurdamente maneiras é o que me fez gostar mais... pra muita gente isso é negativo, mas, se o woody allen pode fazer um filme que é substrato para ele ser ele mesmo e falar das mesmas ironias depressivas dos últimos 40 filmes, pq alguém não pode fazer um filme pra mostrar sangue espirrando?

1) Contraste: Interessante a forma com que o o filme usa os "contrastes. A imagem é quase um preto e branco com alto contraste... tem um "Q" monocromático legal. Existe um contraste tmb entre beleza e feirua. Quem não é totalmente malhado e sarado é monstruoso e deformado. Esse tipo de linguagem é percebida em tudo no filme. Nas luzes, nos personagens, nas batalhas e por ai vai.

2) Falta de um herói: apesar de americano, o filme, na minha opinião, é totalmente desumano. Leônidas, o REI de Esparta (grandes merdas) é um cara que cresceu com violência e claramente não consegue mais sustentar seu ego. Quando percebe que vai perder a ser dominado, resolve morrer para se tornar uma lenda. Poucas coisas são tão egoístas. De um lado o super ultra mega ego de um rei, do outro, um Deus, calmo e tranquilo... praticamente não entende como aquelas homens não percebem que o melhor é se ajoelhar pra ele. Outro contraste ai... HOMEM x DEUS.

3) Xerxes, o Deus persa, é Deus. Nada mais lógico do que o cara andar pelo mundo para todos ajoelharem aos seus pés. Quem faz isso, vive bem, em paz. Tanto que ele oferece ao Leônidas glória, riquezas e uma vida nobre. Como todo bom Deus, provavelmente, como o seu Deus, te castiga se vc não aceita sua proposta de glória eterna. Não seria diferente com os HOMENS espartanos, egocêntricos, violentos e ocidentais. Bom, não é pq me chamo Sahate, mas quem não admite que os Árabes são realmente um povo muito nobre? (ehehehe).

4) Um filme de briga e sangue, um contraste entre homem e Deus. Para um filme de briga e sangue, ele é realmente muito bom. As cenas de lutas são fantásticas, as coreografias bem maneiras e o sangue espirrando é milimetricamente desenhado e ainda inicia um questionamento espiritual. Me lembrou cenas de Conan o Bárbaro. Eu realmente não queria mais nada naquela tarde de sábado.

5) Final feliz: Todo bom filme tem que ter um final feliz. 300 não é diferente. No final, Leônidas consegue o que ele quer - viver para sempre e perpetuar a nobreza de ser alguém. Importante lembra uma coisa que vale para todas as críticas: o filme é contato por um espartano que voltou. Tudo que aconteceu é narrado por esse cara. Nada mais óbvio que a estória glorifique os gregos. Inclusive disse que Leônidas tinha 1000 homens e não 300. Mas o que vale é o que permaneceu até hoje, e fazemos na nossa vida... a constante busca pelo sucesso, mesmo que a gente coloque nossa vida em risco.

6) A mulher: o filme resume bem o papel da mulher... basta o marido sair que ela dá pra outra pessoa.... principalmente para o mais babaca e fdp... ahahahahaha... to brincando. Mas isso foi maneiro! Dá próxima vez, diga que ama sua mulher antes de sair de casa.

7) Direção de arte: Ai é sem comentários né? É muito legal. Cada cena parece um quadro, ou melhor, um "fundo de tela"... eheheheh. Achei muito legal, até pq sou nerd e amante do Frank Miller... e o filme transcreve bem as páginas do quadrinho.

Humm... acho que é basicamente isso que gostaria de falar... sobre coisas mais técnicas, roteiro adaptado, detalhes da edição, narrativa e etc eu tenho conhecimento profundo pra crtiticar! ehehe... bom, eu não tenho e não devo criticar nada mesmo.

Ahhh, pessoal ta aqui na Gringo me esperando pra ir. Hoje começa o nosso super campeonato de Winning Eleven. Jogos clássicos imperdíveis. Vamos lá... amanhã conto como foi... rs.

Vou apertar o botão "publicar"... ehehehe.

Bye.