2.4.07

O "carro chefe" do final de semana foi o aniversário da minha mãe e o filme 300. O aniversário foi um jantar no sábado, depois deu quebrar 3 terminais no aeroporto de congonhas e espancar umas 5 funcionárias. Tem certas coisas que a "mídia" não divulga...rs.

Como não quero falar de violência, vou falar do filme 300 (ah?!).

Se eu fosse escrever para a Revista da TV ou como crítico de algum jornal, o que é totalmente viável, já que possuo todos os requisitos - não saber escrever e não entender nada de cinema - eu colocaria o bonequinho aplaudindo sentado (talvez em pé) e escreveria: "filme muito bom!"

No jornal eu não escreveria mais nada... as pessoas talvez lessem, aqui no blog fico mais a vontade.

Então, eu gostei bastante do filme. O fato do filme ser americanizento e todas aquelas coisas que a gente aprende a críticar com 15 anos de idade não me impacta mais. Afinal, o filme é de hollywood (califórnia), a maioria da produção é americana, baseado em um quadrinhos americano e por ai vai. É justo. Vou falar um pouco das coisas que me chamaram atenção, claro que o fato do filme ser um substrato para mostrar espirradas de sangue absurdamente maneiras é o que me fez gostar mais... pra muita gente isso é negativo, mas, se o woody allen pode fazer um filme que é substrato para ele ser ele mesmo e falar das mesmas ironias depressivas dos últimos 40 filmes, pq alguém não pode fazer um filme pra mostrar sangue espirrando?

1) Contraste: Interessante a forma com que o o filme usa os "contrastes. A imagem é quase um preto e branco com alto contraste... tem um "Q" monocromático legal. Existe um contraste tmb entre beleza e feirua. Quem não é totalmente malhado e sarado é monstruoso e deformado. Esse tipo de linguagem é percebida em tudo no filme. Nas luzes, nos personagens, nas batalhas e por ai vai.

2) Falta de um herói: apesar de americano, o filme, na minha opinião, é totalmente desumano. Leônidas, o REI de Esparta (grandes merdas) é um cara que cresceu com violência e claramente não consegue mais sustentar seu ego. Quando percebe que vai perder a ser dominado, resolve morrer para se tornar uma lenda. Poucas coisas são tão egoístas. De um lado o super ultra mega ego de um rei, do outro, um Deus, calmo e tranquilo... praticamente não entende como aquelas homens não percebem que o melhor é se ajoelhar pra ele. Outro contraste ai... HOMEM x DEUS.

3) Xerxes, o Deus persa, é Deus. Nada mais lógico do que o cara andar pelo mundo para todos ajoelharem aos seus pés. Quem faz isso, vive bem, em paz. Tanto que ele oferece ao Leônidas glória, riquezas e uma vida nobre. Como todo bom Deus, provavelmente, como o seu Deus, te castiga se vc não aceita sua proposta de glória eterna. Não seria diferente com os HOMENS espartanos, egocêntricos, violentos e ocidentais. Bom, não é pq me chamo Sahate, mas quem não admite que os Árabes são realmente um povo muito nobre? (ehehehe).

4) Um filme de briga e sangue, um contraste entre homem e Deus. Para um filme de briga e sangue, ele é realmente muito bom. As cenas de lutas são fantásticas, as coreografias bem maneiras e o sangue espirrando é milimetricamente desenhado e ainda inicia um questionamento espiritual. Me lembrou cenas de Conan o Bárbaro. Eu realmente não queria mais nada naquela tarde de sábado.

5) Final feliz: Todo bom filme tem que ter um final feliz. 300 não é diferente. No final, Leônidas consegue o que ele quer - viver para sempre e perpetuar a nobreza de ser alguém. Importante lembra uma coisa que vale para todas as críticas: o filme é contato por um espartano que voltou. Tudo que aconteceu é narrado por esse cara. Nada mais óbvio que a estória glorifique os gregos. Inclusive disse que Leônidas tinha 1000 homens e não 300. Mas o que vale é o que permaneceu até hoje, e fazemos na nossa vida... a constante busca pelo sucesso, mesmo que a gente coloque nossa vida em risco.

6) A mulher: o filme resume bem o papel da mulher... basta o marido sair que ela dá pra outra pessoa.... principalmente para o mais babaca e fdp... ahahahahaha... to brincando. Mas isso foi maneiro! Dá próxima vez, diga que ama sua mulher antes de sair de casa.

7) Direção de arte: Ai é sem comentários né? É muito legal. Cada cena parece um quadro, ou melhor, um "fundo de tela"... eheheheh. Achei muito legal, até pq sou nerd e amante do Frank Miller... e o filme transcreve bem as páginas do quadrinho.

Humm... acho que é basicamente isso que gostaria de falar... sobre coisas mais técnicas, roteiro adaptado, detalhes da edição, narrativa e etc eu tenho conhecimento profundo pra crtiticar! ehehe... bom, eu não tenho e não devo criticar nada mesmo.

Ahhh, pessoal ta aqui na Gringo me esperando pra ir. Hoje começa o nosso super campeonato de Winning Eleven. Jogos clássicos imperdíveis. Vamos lá... amanhã conto como foi... rs.

Vou apertar o botão "publicar"... ehehehe.

Bye.

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